quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mindwalk / O Ponto De Mutação (legendado PT) - Full version


“Após uma época de decadência vem o ponto de transição. A luz poderosa que tinha sido banida retorna. Porém este movimento não é provocado pela força. (...) o movimento é natural e surge espontaneamente. Por isso, a transformação do antigo torna-se fácil. 
O velho é descartado e o novo, introduzido. Ambos os movimentos estão de acordo com as exigências do tempo e, portanto, não causam prejuízos. Formam-se associações de pessoas que têm os mesmos ideais. Como tal grupo se une em público e está em harmonia com o tempo, os propósitos particulares e egoístas estão ausentes, e assim erros são evitados. A idéia de retorno baseia-se no curso da natureza. O movimento é cíclico e o caminho se completa em si mesmo. Por isso não é necessário precipitá-lo artificialmente. 
Tudo vem de modo espontâneo e no tempo devido. Esse é o sentido do céu e da terra.” 
(WILHELM, 1956. pag. 92)
Todos os problemas atuais - violência, desemprego, crise energética, poluição – são facetas da mesma  CRISE.
CRISE DE PERCEPÇÃO
“Precisamos, pois, de um novo paradigma– uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos”. (CAPRA, 1982, p.14)

O livro é dividido em quatro partes:

  1. Introdução;
  2. Desenvolvimento histórico da visão cartesiana e a drástica mudança de conceitos básicos na física moderna; 
  3. Análise da profunda influência do pensamento cartesiano-newtoniano sobre a biologia, medicina, psicologia e economia; e crítica ao paradigma mecanicista;
  4. Exame da nova visão da realidade.
“As últimas décadas de nosso século vêm registrando uma profunda crise mundial”. (CAPRA, 1982, p.19)

O autor comenta sobre o armamento nuclear dos EUA, e de como estamos enganados quanto a este tipo de energia.
“Não é segura, nem limpa e nem barata”. (CAPRA, 1982, p.20)

“A super-população e a tecnologia industrial têm contribuído de várias maneiras para uma rápida degradação do meio ambiente natural”. (CAPRA, 1982, p.14)

DE ONDE VIERAM AS MUDANÇAS DE PARADIGMA – após 1500



Copérnico: a Terra gira em torno do sol (1543). Começa a destruição do dogma contido na Bíblia;

Galileu Galilei: confirma a teoria heliocêntrica;

Francis Bacon: “(...) teoria do procedimento indutivo – realizar experimentos e extrair deles conclusões gerais, a serem testadas por novos experimentos”. (CAPRA, 1982, p.51);

Descartes: divisão cartesiana entre matéria e mente. Método analítico:
“ Consiste em decompor pensamentos e problemas em suas partes componentes e em dispô-las em sua ordem lógica”. (CAPRA, 1982, p.55)

John Locke: concepção atomística da sociedade.
“Tal como os átomos de um gás estabelecem um estado de equilíbrio, também os indivíduos humanos se estabilizariam numa sociedade num ‘estado de natureza’ ”. (CAPRA, 1982, p.64)

DE ONDE VIERAM AS MUDANÇAS DE PARADIGMA – após 1500

Novas tendências de pensamento vindas da geologia, em que a Terra é resultado de um desenvolvimento contínuo. (background para a Teoria da Evolução das Espécies de Darwin) Evolução no sentido da ordem

Mas na física, com as leis da termodinâmica:

  • „lei da conservação de energia – energia não se perde;
  • „lei da dissipação de energia – entropia aumenta. Tendência ao caos.

Evolução caminhando para a desordem
Temas da física moderna:
“A concepção do universo como uma  rede interligada de relações (...)”; e  “rede cósmica é  intrinsecamente dinâmica”.(CAPRA, 1982, p.82)

Teoria da Relatividade colocou que espaço e tempo são inseparáveis
Capra (1982, p. 91) comenta que “esta visão do mundo da física moderna é uma visão sistêmica(...)” e que “ao transcendermos a metáfora do mundo como uma máquina, também abandonamos a idéia de que a física é a base de toda a ciência”.

O Ponto de Mutação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
The Turning Point
O Ponto de Mutação
Autor (es) Fritjof Capra
Idioma Inglês
País Estados Unidos
Assunto Ecologia, Biologia sistêmica, Psicologia, economia, sustentabilidade.
Editora Bantam
Lançamento 1983
ISBN 0-553-34572-9

O O Ponto de Mutação é um livro de Fritjof Capra publicado em 1983.
O nome do livro foi extraído de um hexagrama do I Ching. Nele, Capra compara o pensamento cartesiano ao paradigma emergente no século XX. O primeiro é reducionista e modelo para o método científico desenvolvido nos últimos séculos. O segundo, holístico ou sistêmico, vê o todo como indissociável; o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo. As comparações são feitas em vários campos da cultura ocidental atual, como a medicina, a biologia, a psicologia e a economia.

Ver também

Ligações externas

  1. Michele da Silva Rodrigues (UFSC). "O Ponto de Mutação - Resenha". Publicada no portal Scribd.com. (acessado em 05/09/2010)
  2. Mariana Lacerda. "O Ponto de Mutação". Neste livro, Fritjof Capra, físico austríaco, defende que são necessárias mudanças rápidas nas atitudes para que se possa contornar os grandes problemas mundiais. Publicado no portal Planeta Sustentável. (acessado em 05/09/2010)                            Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Ponto_de_Muta%C3%A7%C3%A3o acessado em 05-07-2014


O Ponto de Mutação
Fritjof Capra
Editora Cultrix
Depois da decadência
O Ponto de Mutação
Neste livro, Fritjof Capra, físico austríaco, defende que são necessárias mudanças rápidas nas atitudes para que se possa contornar os grandes problemas mundiais

Mariana Lacerda
Em 1979, o jornal americano Washington Post publicou a matéria "O armário de idéias está vazio", com depoimentos de consagrados intelectuais de Cambridge, Massachusetts e Nova York. Os estudiosos atestaram não somente que as idéias da ciência se dividiram "em dúzias de riachos" mas que, em algumas áreas, suas águas "secaram por completo". Na mesma matéria, um dos entrevistados, Irving Krinstol, professor de urbanismo na Universidade de Nova York, declarou estar se demitindo de sua disciplina e instituição por achar que já não podia fazer mais nada para melhorar as cidades. O motivo: quando os problemas são enormes, perde-se o interesse por eles. A matéria está citada no livro "O Ponto de Mutação", do físico austríaco Fritjof Capra. Serve de exemplo - e é apenas um dos tantos - para se ter uma idéia do tamanho de problemas que cercam o mundo: fome, miséria, pobreza, crise energética, falta de água, epidemias, violência, poluição, perda da biodiversidade etc, etc e etc. São tantos que chegamos, diz Capra, à ponta do cume: é preciso a imediata e irreversível mudança de pensamentos e atitudes para que tais realidades sejam revertidas. Para ele, vale o que diz o I Ching, "ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação". Espécie de oráculo, o texto clássico chinês foi a inspiração de Capra para o título do seu livro. Que surgiu, segundo ele, como uma conseqüência do seu best seller "O Tao da Física" (1975). Nele, Capra quebrou os paradigmas da física moderna para propor uma relação entre as ciências naturais e a evolução espiritual. Concluindo, por fim, que a visão de mundo sugerida pela física moderna é incompatível com a nossa vida atual, pois "não reflete o harmonioso estado de inter-relacionamento que observamos na natureza", diz ele. Para provar sua tese - e identificar os caminhos que percorremos historicamente para chegarmos à insustentabilidade do mundo atual - foi do desafio a que se propôs em "O Ponto de Mutação", publicado originalmente em 1982. Desafio que fez de Capra, físico pela Universidade de Viena, voz forte no debate de como pôr um ponto final nos grandes problemas contemporâneos, virar a página e redesenhar uma nova história, agora sustentável, para o planeta. Se em seu livro posterior "As Conexões Ocultas - Ciência para uma Vida Sustentável" (2001), ele contrapôs a história recente do capitalismo global e a destruição da vida, em "O Ponto de Mutação" ele volta à história do pensamento cientifico para apoiar a idéia de que é preciso quebrar as bases da ciência moderna, pautada no sistema matemático cartesiano que enxerga o mundo como uma máquina inquebrável e a serviço do homem, para entender o quanto ela, ao longo de séculos, convergiu do modo em que a natureza, incluindo nós humanos, se organiza e mantém a vida. Para Fritjof Capra, fundador do Centro de Eco-Alfabetização de Berkeley, na Califórnia, e professor do Schumacher College, um centro de estudos ecológico na Inglaterra, a crise dos intelectuais - assunto da matéria publicada no Washington Post - existe porque a ciência, e suas disciplinas, mantiveram ao longo de anos e anos a percepção estreita da realidade, enxergando-a de maneira segmentada, cada disciplina a seu modo. Acontece que problemas como fome e miséria, destruição do meio ambiente e pobreza, todos eles descritos com afinco em "O Ponto de Mutação", são sistêmicos: um é conseqüência de outro, que puxa outro, e assim sucessivamente. Eis a questão. Tal abordagem da ciência, diz Capra, não resolverá uma só das nossas dificuldades, mas sim "limitar-se-á a transferi-las de um lugar para o outro na complexa rede de relações sociais e ecológicas". Para ele, só passaremos adiante do "ponto de mutação" se enxergarmos o presente na sua totalidade e interdependência, tal qual o movimento da natureza.
 Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_264063.shtml acessado em 15-07-2014

Filme: Ponto de Mutação
Adriano Ferreira Rocha, Camila Souza, Nathalia Lucas, Elene Souza, Caio Barros, Elaine Buffa

Resumo

O filme aborda um dialogo de três pessoas que embora tenham estilos de vida e pensamentos diferentes, são abertas a novas idéias. O dialogo dos personagens acontece em um castelo medieval na França.
Essas pessoas são americanas e fazem partes de núcleos sociais diferentes. O primeiro ator é um senador e ex candidato a presidência da republica (político). Ele se sente desmotivado com a política, argumentado não ter discurso próprio, tendo que repetir os discursos que seus acessores escrevem ou dizer o que as pessoas querem ouvir. O segundo ator é um professor de literatura e escritor (poeta) que se sente na crise de meia idade. Ele veio para a França para fugir da competitividade das grandes cidades. A terceira é uma cientista especialista em Física que vive uma crise existencial ao ver a intenção do uso militar em sua pesquisa.
O político frustrado com a visão de política dos EUA, liga para o amigo (poeta) que mora na França e seu amigo acaba oferecendo uma estadia para ele, a fim de fazê-lo esquecer um pouco da sua rotina. Ao chegar à França os dois amigos vão visitar um castelo medieval. Lá eles encontram a cientista em uma sala onde se encontra um imenso relógio antigo, que se torna o ponto inicial de toda discussão.
A cientista é convidada a entrar na conversa que o poeta e o político estão tendo sobre o relógio. Logo que ela entra na conversa ela faz uma dura critica sobre a maneira cartesiana em que os políticos de modo geral vêem a natureza. Ela afirma que os políticos descrevem a natureza assim como Descartes descrevia, como um relógio onde é possível reduzir ao monte de peças onde analisado cada parte é possível entender o todo. Ela crítica dizendo que essa idéia é antiga e ultrapassada e que devemos mudar essa visão de mundo. O mundo tem que ser visto como um todo através das relações existentes entre cada objeto que compõem a natureza e que fazemos parte dessas relações. A cientista afirma que se devem abrir os horizontes para modelos sistêmicos, escapando do conforto dos processos, onde temos o controle, mas muitas vezes não a compreensão. Não se pode olhar separado os problemas globais tentando entendê-los e resolve-los separadamente. Devem-se entender as conexões para depois resolver os problemas. Com isso se consegue pensar em um mundo com crescimento sustentável com melhores condições para todos.O político discute e até aceita algumas idéias da cientista, mas a grande questão que ele aponta é: como concretizar essas idéias na política, como fazer com que as pessoas (os eleitores) consigam entender. A resposta da cientista é simples: Mudando nossa maneira de ver o mundo.Nessa resposta se consegue percebe a transversalidade da educação ambiental e a importância de ser discutido em redes de ensino interdisciplinarmente, sendo trabalhada como uma grande teia ligadas a diferentes disciplinas, a fim de analisar um fenômeno.
 Fonte: http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=lcn&cod=_filmepontodemutacao acessado em 15-07-2014

Fritjof Capra nos traz uma obra de sensibilidade e reflexão sobre as bases da existência e da integração do pensamento e das ações humanas no contexto do desenvolvimento, na busca da equação da vida e do progresso equilibrado e sustentado.
Partindo da paradisíaca ilha de Saint Mitchel, onde existe uma fortaleza medieval que com seu isolamento temporário, pelas marés, nos traz do subconsciente a imagem do isolamento do pensamento, com suas ruelas e salas, com seus cheiros e sabores, com suas masmorras e aposentos.
O político e o poeta se vem em um dilema, cada qual preso em seu mundo, procurando nele o sucesso sua direção, tal qual uma solitária ilha. O terceiro personagem busca o caminho, se transformar no isolamento, na fuga o perdão pelos resultados de suas ações e criações.
Ao se prenderem ao seu mundo próximo e com limites claros e estruturados, dentro das muralhas do conhecido, eles tendem a aplicar de certa maneira o cinismo que apregoam como básico: a convivência com pessoas menos inteligentes ou que podem ser conduzidas, seja na política, na ciência ou na vida, como turistas sem conhecimento ao encontrarem o novo.
Na discussão sobre o papel dos mecanismos que regem o mundo, abordam a evolução do pensamento humano, passando por Descartes e chegando aos nossos dias, onde vemos os líderes, as pessoas socialmente aceitas como condutores, pensando unicamente de forma mecanicista, aplicando a forma mais simples de conduzir: o modelo cartesiano, onde dividimos o todo em partes, para estudando e entendendo cada uma, procurar entender o todo. Este entender para os políticos seria controlar, induzir, prever.
Nesta ânsia, não poupam o custo do sacrifício da vida, da existência, aplicada a uma parcela da humanidade presa pelas quatro paredes dos modelos econômicos mecanicistas, que independente do custo social, só pensam na validação econômica de suas teorias e negociações. Os sistemas existentes não encorajam a prevenção, só a intervenção, que não consideram que só se constrói um modelo de sucesso no presente, se estimularmos o futuro. Chega-se a dedução de que precisamos adotar o modelo de intervenção colocado como feminino, nutriente, construtor, ao contraposto do modelo masculino basicamente dominador.
Para o desenvolvimento de uma condição de perpetuidade e oportunidades para o futuro, dentro deste conceito de nutriente, devemos aplicar um raciocínio ecológico, em contraponto ao pensamento cartesiano clássico, pensando em um mundo de recursos exauríveis, orgânicos e espirituais, sejam da natureza ou da capacidade de absorver as injustiças sociais.
Para poder entender e aplicar este pensamento, se faz crucial ativar a percepção, sendo que se somente as bordas da percepção aparecessem, tudo se desvendaria como realmente é.
Nesta forma sistêmica de pensar, identificamos os pilares como sendo as conexões, tudo se interconecta, formando mesmo com seus vazios e sem condições de definições exatas, a solidez da matéria, do pensamento e da estrutura do universo tangível. O que não vemos, o que não entendemos, necessariamente não pode ser abominado, relegado , sob pena de nossa cegueira estar baseada somente na miopia da falta de abertura para o novo.
Somos todos uma parte da teia imensurável e inseparável da relações, é nossa responsabilidade perceber as possibilidades do amanhã, pois antes de tudo somos os únicos responsáveis por nossas descobertas, nossas palavras, nossas ações, e os reflexos das mesmas no universo em que estamos inseridos.
Devemos entender e abrir nosso horizonte, para modelos sistêmicos, escapando do conforto dos processos, onde temos o controle, mas muitas vezes não a compreensão. Cabe dentro deste preceito teorizar sobre os sistemas vivos, onde temos o exemplo do homem que mirava uma árvore, mais do que caule, raízes, galhos e folhas, descobria vida, insetos, oxigênio, nutrientes, alimento, sombra, proteção, energia, uma síntese de integração.
O princípio para esta abertura é ver o todo, e antes de fracioná-lo entender sua conexão, interatividade, integração. Devemos ver o impacto global de nossa existência individual, nunca esquecendo que vivemos ciclos contínuos, renovação.
Um obstáculo para a expansão este pensamento é a clara e objetiva descoberta da interdependência, do fato de que mesmo sem o controle por parte de nossas ações, que nosso planeta flui em um processo vivo, se adaptando, transcendendo, progredindo, transgredindo padrões, evoluindo.
O pensamento voltado aos processos e não as estruturas, nos dá a ferramenta essencial para poder entender o princípio, os porquês e o caminho possível para esta evolução, conseguindo assim delinear a tênue e interlaçada margem entre o pensamento clássico cartesiano e o sistêmico totalmente integrativo, plotando o objetivo mestre das sociedades modernas, das mentes que buscam a perpetuidade no futuro: o desenvolvimento sustentável, a busca do equilíbrio.
Autoria: Cléber Agnaldo Arantes
 Fonte: http://www.coladaweb.com/filosofia/ponto-de-mutacao >  acessado em 15-07-2014

Em power point encontramos um trabalho em : http://www.soniaa.arq.prof.ufsc.br/arq1001metodologiacinetificaaplicada/20063/Trabalhos/Simone_Peluso/O%20Ponto%20de%20Mutacao%20CARINE%20E%20SIMONE.pdf

 Fonte:  acessado em 05-07-2014

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